terça-feira, 5 de outubro de 2010

líder da revolta dos Malês

Luiza Mahin :

Luísa Mahin (nascida no início do século XIX) foi uma ex-escrava africana, radicada no Brasil, mãe do abolicionista Luís Gama.
Pertencia à tribo ahi, da nação africana Nagô, praticantes da religião islâmica, conhecidos no Brasil como Malês.
Embora se desconheça a sua origem, tendo vivido em Salvador, na Bahia, foi alforriada em 1812. Afirmava ter sido princesa, na África. De sua união com um fidalgo português, nasceu Luís Gama. Aos cuidados do pai, dissipador, a criança, então com dez anos de idade, foi vendida ilegalmente como escrava, para quitar uma dívida de jogo.
Luísa esteve envolvida na articulação de todas as revoltas e levantes de escravos que sacudiram a então Província da Bahia nas primeiras décadas do século XIX. Quituteira de profissão, de seu tabuleiro eram distribuídas as mensagens em árabe, através dos meninos que pretensamente com ela adquiriam quitutes. Desse modo, esteve envolvida na Revolta dos Malês (1835) e na Sabinada (1837-1838). Caso o levante dos malês tivesse sido vitorioso, Luísa teria sido reconhecida como Rainha da Bahia.
Descoberta, foi perseguida, logrando evadir-se para o Rio de Janeiro onde foi encontrada, detida e degredada para Angola, na África. Não existe, entretanto, nenhum documento que comprove essa informação.
Alguns autores acreditam que ela tenha conseguido fugir, vindo a instalar-se no Maranhão, onde, com a sua influência, desenvolveu-se o chamado tambor de crioula.
Em suas notas biográficas, o poeta e abolicionista Luís Gama, registrou acerca de sua mãe:

"Sou filho natural de negra africana, livre, da nação nagô, de nome Luísa Mahin, pagã, que sempre recusou o batismo e a doutrina cristã. Minha mãe era baixa, magra, bonita, a cor de um preto retinto sem lustro, os dentes eram alvíssimos, como a neve. Altiva, generosa, sofrida e vingativa. Era quitandeira e laboriosa."

2 comentários:

  1. Gostei das informações que encontrei aqui!
    Tirou todas as minhas dúvidas.
    E me ajudou com o trabalho de História da minha Prof:Maluca...que se chama Valéria Barbosa.

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  2. As rebeliões Regenciais

    Farroupilha
    Local Rio Grande do Sul (1835-1840)

    Líderes
    Bento Gonçalves, General Neto, Onofre Pires, Lucas de Oliveira, Vicente da Fontoura, Pedro Boticário, David Canabarro, Vicente Ferrer de Almeida, José Mariano de Mattos e claro, Giuseppe Garibaldi.

    Consequencias
    Longa guerra civil comandada pela elite gaúcha, produtora de charque.Reclamação dos farroupilhas: concorrência do charque platino.Reivindicação dos farroupilhas: elevação dos impostos sobre o charque platino (protecionismo).

    Sabinada
    Local
    Bahia (1837 – 1838)

    Líderes: o médico Francisco Sabino e joão carneiro da silva rego.

    Causas
    Os revoltosos eram contrários às imposições políticas e administrativas impostas pelo governo regencial. Estavam profundamente insatisfeitos com as nomeações de autoridades para o governo da Bahia, realizadas pelo governo regencial.O estopim da revolta ocorreu quando o governo regencial decretou recrutamento militar obrigatório para combater a Guerra dos Farrapos, que ocorria no sul do país.

    Consequencias
    O governo enviou tropas para a região e reprimiu o movimento com força total, Salvador foi cercada e retomada,Muita violência foi usada na repressãoCentenas de casas de revoltosos foram queimadas pelas forças militares do governo.
    Balaiada
    local Maranhão (1838 – 1841)
    Principais líderes: Raimundo Gomes, Manuel Francisco dos Anjos e o Preto Cosme.
    Causas
    A principal riqueza produzida na província, o algodão, sofria forte concorrência no mercado internacional e, com isso, o produto perdeu preço e compradores no exterior.
    Consequencias
    Crise do algodão
    As camadas sociais que mais sofriam com a situação eram os trabalhadores livres, A miséria, a fome, a escravidão e os maus tratos constituíram os principais fatores de descontentamento popular que motivou a mobilização dessas camadas sociais para a luta contra as injustiças sociais.
    Curiosidades
    A Constituição de 1988 deu ao país mais estabilidade política que suas antecessoras: em 15 anos, não houve no Brasil nenhuma revolta nem tentativa de golpe.
    Cabanagem
    Causas
    os cabanos (índios e mestiços, na maioria) e os integrantes da elite local (comerciantes e fazendeiros) se uniram contra o governo regencial nesta revolta. O objetivo principal era a conquista da independência da província do Grão.
    Lideres
    O padre João Batista Gonçalves Campos e o jornalista Vicente Ferreira Lavor Papagaio.
    Consequencias
    Após a repressão à Cabanagem, mais de 30% da populaçãohavia desaparecido e quase a metade da população masculina havia sido morta. Fala-se em 30 a 40 mil mortos, o que provocou uma sensível baixa demográfica no Amazonas e em toda Amazônia. Além disso, índios tb foram mortos e perseguidos.
    Curiosidades
    O nome da revolta deriva do fato de que a maior parte da população que apoiou o movimento vivia em cabanas às margens dos rios.

    Revolta dos Malês
    Local: Salvador (província da Bahia) entre os dias 25 e 27 de janeiro de 1835
    causas: Muitos revoltosos estavam insatisfeito com a escravidão africana, a imposição do catolicismo e com o preconceito contra os negros.
    Líderes: Luiza Mahin, Manuel Calafate, Aprígio, Pai Inácio

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